Capitão América: Guerra Civil – Falta muito pro filme começar?

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Capitão América: Guerra Civil é com certeza um dos (caso não seja o) filme mais esperado do desfile de adaptações cinematográficas de quadrinhos que vêm invadindo 2016. Além de ser a sequência do que tem sido a empreitada mais bem sucedida do gênero, leva o nome de uma das melhoras histórias do universo Marvel.

Claro que nós sabíamos que o filme não seria nem metade do que é sua história homônima nos quadrinhos, mas existe uma diferença muito grande entre simplificar ou condensar uma narrativa, e simplesmente esvaziá-la. Guerra Civil é uma história enorme e complexa e também extremamente apropriada para o momento atual, no qual a temática e as discussões sobre representatividade racial, de gênero, identitárias e questões ética ligadas às liberdades individuais têm conquistado tanto espaço nas produções da cultura pop. Mesmo tendo feito diversos filmes até agora, introduzindo as personagens de destaque e o universo no qual se passam as histórias, nada de realmente relevante para essa narrativa específica tinha sido introduzido antes, o que torna o trabalho do filme bem mais difícil.

Eu sai da sala de cinema com uma sensação de vazio, foi divertido, mas ficou aquele gostinho adstringente e incômodo na boca; não tenho certeza se minhas expectativas estavam desajustadas ou o quê, mas me pareceu que o que era pra ter sido uma grande oportunidade para explorar personagens fantásticas para além de suas fantasias e suas cenas de batalha foi desperdiçada.

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Batman vs Superman: Uma questão de gostos

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Os últimos anos tem sido um prato cheio para os nerds do mundo todo, e este (assim como os próximos) prometem ser mais lacradores do que nunca pra quem se delícia em ver a dinâmica dos super nas telonas.

No meio dessa loucura toda, é comum que as opiniões do público sejam variadas, afinal, o perfil desse público também o é: alguns são fãs do universo das HQ’s com recursos suficientes para se manter a par de tudo que acontece nesse mercado; outros curtem o básico da história e seus personagens, tendo tido contato por desenhos animados ou séries televisivas; e há ainda tantos outros que sequer tiveram contatos com o mundo dos super-heróis norte-americanos e estão meio que caindo de paraquedas no meio dessa verdadeira rave geek.

Se para você um filme de super-heróis só é prazeroso se recheado de humor e ação, você provavelmente vai odiar Batman vs Superman; agora, se você é fã daquelas edições de 100 páginas onde quase tudo é espionagem, tensões, uns flertes venenosos e crises existências – que aparecem até nas cenas de ação -, Zack Snyder vai te dar fantásticas 2h33minutos.

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Black Mirror: o futuro através da tela negra

Passei muito tempo ouvindo falar da série Black Mirror, sem saber ao certo do que se tratava. Muita gente falava bem pra caramba, mas eu confesso que tinha um pouco de preguiça de procurar saber mais. Mas tudo mudou quando uma amiga definiu a série como: “uma ficção científica das humanas”, e como eu sou uma nerd de humanas assumida, corri pra ver. E não me arrependi.

A série é considerada uma ficção cientifica soft, sub genêro da ficção científica onde a narrativa gira em torno do desenvolvimento das relações humanas, entre si e com o meio ambiente, em vez de focar nos avanços tecnológicos. Esse gênero busca inspirações nas Ciências Humanas (consideradas, injustamente, ciências “soft”).  É claro que há aparelhos de tecnologia “avançada” em Black Mirror, mas eles não ganham muito destaque na narrativa e, em alguns episódios, o telefone ainda é o principal meio de comunicação e informação dos personagens. As semelhanças entre a tecnologia atual com a dos universos apresentados por Charlie Brooker fazem com que a gente tenha a impressão que essa projeção de futuro não seja tão distante de nós e tornam o enredo ainda mais crível.     Continuar lendo “Black Mirror: o futuro através da tela negra”