Star Wars: representatividade em uma galáxia muito muito distante

A estreia do novo filme da saga Star Wars “Episódio VII: O Despertar da Força” foi um dos grandes destaques cinematográficos dessa temporada. Dez anos após o lançamento do último filme (“Episódio III: A Vingança dos Sith”), era de se esperar que o sétimo filme fizesse um sucesso estrondoso, ao ponto de os produtores esperarem um retorno nas bilheterias melhor que “Avatar” de James Cameron (não conseguiu, mas foi quase) . Para além do entusiasmo e da expectativa dos fãs, um elemento que impulsionou o filme foi a discussão sobre representatividade e a infinidade de debates que surgiram em torno dos dois personagens principais escolhidos: Finn (John Boyega) e Rey (Daisy Ridley), um homem negro e uma mulher, respectivamente.

A notícia sobre quem seriam os protagonistas foi recebida com grande entusiasmo por uma parte dos fãs que esperavam que o novo filme trouxesse um elenco mais diversificado. Já outra a outra parte ofereceu resistência a aceitar os novos heróis.

Os ataques ao Finn vieram primeiro. Os fãs não se conformaram com um protagonista negro (como quando escalaram uma menina negra para representar a Rue em “Jogos Vorazes”, o que foi surpreendente, afinal, no livro, a menina é negra). Os mais alterados propuseram um boicote ao sétimo filme da franquia, alegando “genocídio branco” e “marxismo cultural”. São episódios como esse que explicitam como a comunidade nerd é muitas vezes preconceituosa e conservadora, apesar de reivindicarem pra si o status de párias sociais. Continuar lendo “Star Wars: representatividade em uma galáxia muito muito distante”

Desafio Literário Volta ao Mundo: Apresentação

Nós aqui no Forasteras estamos nos propondo a descobrir e analisar diversas facetas da Cultura Pop em todo o mundo. Diante disso não é surpreendente que a proposta do blog da Jéssica Gubert e do Felipe tenha nos chamado a atenção. A ideia do desafio é sair da zona de conforto e ler autores e autoras de países cujas produções culturais raramente (ou nunca) alcançam a mídia internacional.

A ordem dos países escolhidos forma uma grande viagem ao redor do globo e, apesar de especificar países, as obras são de livre escolha. Tão livre que não vale só livro não, tá valendo HQ’s e Contos também, e nós aqui do Forasteras vamos tentar trazer outros tipos de artistas (como ilustradores) para enriquecer ainda mais essa viagem.

Como a ideia é sair da zona de conforto Brasil e EUA foram excluídos da proposta (apesar de, infelizmente, não lermos tantos autores brasileiros quanto deveríamos), ao mesmo tempo que se leva em conta que a distribuição de obras de alguns lugares é mais difícil que outras, por isso o desafio trás a proposta dos países bônus.

Dá pra entender porque a gente curtiu esse desafio, né?

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