Passando vontade no México: Resenha de “Como água para chocolate” de Laura Esquivel

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A escolha para representar o México neste desafio não foi fácil, haviam várias possibilidades, mas poucas realmente acessíveis. Queria ir atrás de algo mais desconhecido, mas terminei com um dos grandes best-sellers mexicanos, que ganhou até uma adaptação muito boa para o cinema, roteirizado pela autora e dirigido pelo marido dela. Essa obra é o famoso “Como água para chocolate” de Laura Esquivel.

Apesar de numa primeira olhada parecer um simples romance, percebemos que o realismo mágico de Esquivel vai para além de histórias de amores impossíveis, enfiando-se no meio da Revolução Mexicana do início do século XX, nos corpos e nas vidas das mulheres cuja narrativa acompanha. Seguimos a trajetória de Tita, caçula entre três meninas (cujo destino é assombrado pela tradição familiar que dita que a mais nova nunca deverá se casar, pois deve cuidar da mãe até que está morra), desde o princípio, quando um mar de lágrimas a trás ao mundo.

Devido ao seu destino, e por ser de uma família rica (já que eles tem terras, criados e o luxo de criar filhas mulheres que não estão preparadas para cuidar de uma casa), Tita é a única das três criada para o afazeres domésticos, com destaque especial para a cozinha. Aliás, a cozinha será o ambiente mais importante desde o início desta história. É nela que acontecem as conversas mais confidentes entre as mulheres da casa, também é nela que se dão as decisões internas, os dramas e a magia. Como eu disse, está é uma obra de realismo mágico, e este aparece especialmente na culinária de Tita. Quando a nossa heroína cozinha com demasiado sentimento, este é transferido para aqueles que comem, podendo gerar situações no mínimo… peculiares.

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Desafio Literário Volta ao Mundo: Apresentação

Nós aqui no Forasteras estamos nos propondo a descobrir e analisar diversas facetas da Cultura Pop em todo o mundo. Diante disso não é surpreendente que a proposta do blog da Jéssica Gubert e do Felipe tenha nos chamado a atenção. A ideia do desafio é sair da zona de conforto e ler autores e autoras de países cujas produções culturais raramente (ou nunca) alcançam a mídia internacional.

A ordem dos países escolhidos forma uma grande viagem ao redor do globo e, apesar de especificar países, as obras são de livre escolha. Tão livre que não vale só livro não, tá valendo HQ’s e Contos também, e nós aqui do Forasteras vamos tentar trazer outros tipos de artistas (como ilustradores) para enriquecer ainda mais essa viagem.

Como a ideia é sair da zona de conforto Brasil e EUA foram excluídos da proposta (apesar de, infelizmente, não lermos tantos autores brasileiros quanto deveríamos), ao mesmo tempo que se leva em conta que a distribuição de obras de alguns lugares é mais difícil que outras, por isso o desafio trás a proposta dos países bônus.

Dá pra entender porque a gente curtiu esse desafio, né?

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